A ignorância e a mediocridade amar-se-ão eternamente.
Nunca serei sábia, porque não tenho paciência para a ignorância.
By Juma.
... para dizer que tenho
saudades de andar por aqui calmamente, visitando as casotas dos
meus amigos, dando um dedo de conversa. Ultimamente, o trabalho e o
corre-corre não me têm dado muito tempo, nem a serenidade
necessária para vos poder visitar como gosto e merecem. Mas, as
férias estão à porta, e espero, então, poder vir a compensar esta
minha ausência. Nos entrementes, fica aqui, para todos vós, o meu
grande, grande abraço cheio de asteriscos. 
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Juma
«Quando me amei de verdade, compreendi que em qualquer circunstância eu estava no lugar certo, na hora certa, no momento exacto. E, então, pude relaxar. Hoje sei que isso tem nome, Auto-estima.
Quando me amei de verdade, pude perceber que a minha angústia e o meu sofrimento emocional, não passam de um sinal de que estou a ir contra as minhas verdades. Hoje sei que isso é Autenticidade.
Quando me amei de verdade, parei de desejar que minha vida fosse diferente e comecei a ver que tudo o que acontece contribui para meu crescimento. Hoje chamo isso de Amadurecimento.
Quando me amei de verdade, comecei a perceber como é ofensivo forçar alguma situação ou alguém, inclusive a mim mesmo, somente para realizar aquilo que desejo, mesmo sabendo que não é o momento, ou que a pessoa não está preparada. Hoje sei que o nome disso é Respeito.
Quando me amei de verdade, comecei a livrar-me de tudo o que não fosse saudável, pessoas, tarefas, toda e qualquer coisa que me pusesse para baixo. Inicialmente, a minha razão chamou a essa atitude de egoísmo. Hoje sei que isso se chama, Amor-próprio.
Quando me amei de verdade, deixei de temer o meu tempo livre, desisti de fazer grandes planos e abandonei os projectos megalómanos para o futuro. Hoje, faço o que acho certo, o que gosto, quando quero e no meu próprio ritmo. Hoje, sei que isso é Simplicidade.
Quando me amei de verdade, desisti de querer ter sempre razão e, dessa maneira, errei menos. Hoje descobri a Humildade.
Quando me amei de verdade, desisti de ficar revivendo o passado e de me preocupar com o futuro. Agora, mantenho-me no presente, que é onde a vida acontece. Hoje vivo um dia de cada vez. Isso é Plenitude.
Quando me amei de verdade, percebi que a minha mente pode atormentar-me e decepcionar-me. Mas, quando a coloco a serviço do meu coração, ela torna-se numa grande e valiosa aliada. Tudo isso é SABER VIVER!
“Não devemos ter medo dos confrontos, pois até os planetas se
chocam e do caos nascem as estrelas”»
Charles Chaplin
Há máximas que só se percebem, ou melhor, só se sentem a partir de uma certa altura da vida...
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Juma
“Árvore Genealógica”
«Daqui a uns tempos existirão muitas famílias assim. É só a nova lei entrar em vigor.
É crónica do Luis Fernando Verissimo, filho do Erico Verissimo, que publica semanalmente na folha de S. Paulo, a não perder...
Árvore Genealógica - Luiz Fernando Veríssimo
- Mãe, vou casar!
- Jura, meu filho ?! Estou tão feliz ! Quem é a moça ?
- Não é moça. Vou casar com um moço. O nome dele é Murilo.
- Você falou Murilo... Ou foi meu cérebro que sofreu um pequeno surto psicótico?
- Eu falei Murilo. Por que, mãe? Tá acontecendo alguma coisa?
- Nada, não.. Só minha visão que está um pouco turva. E meu coração, que talvez dê uma parada. No mais, tá tudo óptimo.
- Se você tiver algum problema em relação a isto, melhor falar logo...
- Problema? Problema nenhum. Só pensei que algum dia ia ter uma nora... Ou isso.
- Você vai ter uma nora. Só que uma nora... Meio macho. Ou um genro meio fêmea. Resumindo: uma nora quase macho, tendendo a um genro quase fêmea....
- E quando eu vou conhecer o meu. A minha... O Murilo?
- Pode chamar ele de Biscoito. É o apelido.
- Tá ! Biscoito... Já gostei dele... Alguém com esse apelido só pode ser uma pessoa bacana. Quando o Biscoito vem aqui?
- Por quê ?
- Por nada. Só pra eu poder desacordar seu pai com antecedência.
- Você acha que o Papai não vai aceitar?
- Claro que vai aceitar! Lógico que vai. Só não sei se ele vai sobreviver... Mas isso também é uma bobagem. Ele morre sabendo que você achou sua cara-metade.... E olha que espectáculo: as duas metade com bigode.
- Mãe, que besteira ... Hoje em dia ... Praticamente todos os meus amigos são gays.
- Só espero que tenha sobrado algum que não seja... Pra poder apresentar pra tua irmã.
- A Bel já tá namorando.
- A Bel? Namorando ?! Ela não me falou nada... Quem é?
- Uma tal de Veruska.
- Como ?
- Veruska...
- Ah !, bom! Que susto! Pensei que você tivesse falado Veruska.
- Mãe !!!...
- Tá..., tá..., tudo bem... Se vocês são felizes. Só fico triste porque não vou ter um neto...
- Por que não ? Eu e o Biscoito queremos dois filhos. Eu vou doar os espermatozóides. E a ex-namorada do Biscoito vai doar os óvulos.
- Ex-namorada? O Biscoito tem ex-namorada?
- Quando ele era hétero... A Veruska.
- Que Veruska ?
- Namorada da Bel...
- "Peraí". A ex-namorada do teu actual namorado... E a actual namorada da tua irmã. Que é minha filha também... Que se chama Bel. É isso? Porque eu me perdi um pouco...
- É isso. Pois é... A Veruska doou os óvulos. E nós vamos alugar um útero.
- De quem ?
- Da Bel.
- Mas . Logo da Bel ?! Quer dizer então... Que a Bel vai gerar um filho teu e do Biscoito. Com o teu espermatozóide e com o óvulo da namorada dela, que é a Veruska...
- Isso.
- Essa criança, de uma certa forma, vai ser tua filha, filha do Biscoito, filha da Veruska e filha da Bel.
- Em termos...
- A criança vai ter duas mães: você e o Biscoito. E dois pais: a Veruska e a Bel.
- Por aí...
- Por outro lado, a Bel...,além de mãe, é tia... Ou tio.... Porque é tua irmã.
- Exacto. E ano que vem vamos ter um segundo filho. Aí o Biscoito é que entra com o espermatozóide. Que dessa vez vai ser gerado no ventre da Veruska... Com o óvulo da Bel. A gente só vai trocar.
- Só trocar, né ? Agora o óvulo vai ser da Bel. E o ventre da Veruska.
- Exacto!
- Agora eu entendi! Agora eu realmente entendi...
- Entendeu o quê?
- Entendi que é uma espécie de swing dos tempos modernos!
- Que swing, mãe?!!!
- É swing, sim! Uma troca de casais... Com os óvulos e os espermatozóides, uma hora no útero de uma, outra hora no útero de outra...
- Mas..
- Mas uns tomates! Isso é um bacanal de última geração! E pior... Com incesto no meio...
- A Bel e a Veruska só vão ajudar na concepção do nosso filho, só isso...
- Sei!!!... E quando elas quiserem ter filhos...
- Nós ajudamos.
- Quer saber? No final das contas não entendi mais nada. Não entendi quem vai ser mãe de quem, quem vai ser pai de quem, de quem vai ser o útero, o espermatozóide... A única coisa que eu entendi é que...
- Que... ?
- Fazer árvore genealógica daqui pra frente... vai ser f...
(Luiz Fernando Veríssimo)»
Fiquei mesmo com um nó na cabeça...


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Juma
… eu falei e traduzi textos sobre o “bullying”. Na altura, dava aulas numa escola, onde assistia diariamente a este tipo de comportamento, e onde, quando chamei a atenção de algumas colegas, para o comportamento de certos alunos, recebi a resposta, e passo a citar: “Credo! Que exagero!”
Sabemos que desde sempre existiu este tipo de agressividade física e psicológica, mas seriam as repercussões tão graves e assustadoras como as actuais? Se eram, então eram abafadas...
Pois, agora, após a morte de um jovem, começam as “ondas a ondear...” (não sei de onde me veio agora esta frase?!!!) Não achei que a convidada do Miguel Sousa Tavares, hoje, tivesse esclarecido alguma coisa! Acho que falou, pensou, falou, pensou, e não disse nada! Mas também pode ter sido dos meus ouvidos.
Antes que o caso “arrefeça”, leiam os artigos que escrevi (em 2008), sobretudo o “Bullying IV”, que fala das razões, dos sinais, prevenção, e o que se deve fazer quando perante “bullies” e as suas vítimas.
http://doidavarrida.bloguedoido.com/7936/Bullying-I/
http://doidavarrida.bloguedoido.com/7937/Bullying-II/
http://doidavarrida.bloguedoido.com/7961/Bullying-III/
http://doidavarrida.bloguedoido.com/8291/Bullying-III/
http://doidavarrida.bloguedoido.com/8315/Bullying-IV/
http://doidavarrida.bloguedoido.com/8863/In-disciplina-nas-Escolas/
Aproveito este artigo para pedir, a todos,
desculpas pela minha ausência tão prolongada (nem visitas às
casotas dos amigos, nem nada, enfim, mesmo uma amiga desnaturada
que eu sou!), mas tenho andado “envolta numa neblina/nevoeiro
cerrado de trabalho...”. Hoje estou cheia de frases
estranhas, saídas, assim, sei lá de onde?!!! Será que é o D.
Sebastião a soprar-me ao ouvido?!!! 
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Juma
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